Ubuntu - 20/08/2017

     Já algum tempo atrás tinha recebido um whatsapp sobre este acontecimento. Gostei, mas, como tantos outros, enviei para um arquivo que caiu no esquecimento. Na semana passada ele reapareceu e quando o recebi, percebi que ele tem muito a ver com o momento que nossa igreja está passando. Por isso compartilho com os irmãos.

     “Um antropólogo estudou por um tempo os usos e costumes da tribo Ubuntu e, ao terminar seu trabalho, enquanto esperava pelo transporte até o aeroporto, propôs uma brincadeira para as crianças. Colocou uma porção de balas e doces num cesto e deixou debaixo de uma árvore. Então chamou as crianças e combinou que quando ele dissesse “já!”, elas deveriam correr até o cesto, e aquela que chegasse primeiro ganharia todos os doces que estavam lá dentro.

     As crianças se posicionaram atrás da linha que ele desenhou no chão e quando ele disse “Já!”, todas elas se deram as mãos e correram em direção ao cesto. Chegando lá, começaram a distribuir os doces entre si, e todas comeram felizes. O antropólogo foi ao encontro delas e perguntou porque elas tinham ido todas juntas se apenas uma poderia ter ficado com tudo. Elas simplesmente responderam: “UBUNTU, tio. Como um de nós poderia estar feliz se os outros estivessem tristes?”.

     Ele ficou desconcertado! Estudou a tribo durante meses, e não havia compreendido a essência daquele povo. UBUNTU significa: “Sou quem sou, porque somos todos nós!”. Perceba o detalhe: “porque SOMOS”, não “porque sou”, “porque tenho” ou “porque temos”.”

    Pessoas foram criadas para relacionar-se, amar e ser amadas; já as coisas existem para serem usadas. Infelizmente, vivemos um tempo onde as coisas estão sendo amadas e as pessoas usadas, para que poucos consigam ter cada vez mais.

    E este sentimento de conquistar coisas ou posições a qualquer preço, de chegar sempre na frente dos outros, de querer cada vez mais para si mesmo, de preocupar-se apenas com sua própria vida e de querer ganhar sozinho, estabelece um clima de competição onde deveria haver colaboração, fazendo com que o “eu” seja mais importante que o “nós”, que o julgamento sobreponha a empatia, e que o resultado individual seja mais importante que o coletivo.

     E por falar em “individual”, há uma grande diferença entre individualismo e individualidade. O Individualismo está ancorado na incapacidade de aprender com os outros, na carência de solidariedade, e no desejo de atender aos próprios interesses, deixando de lado as necessidades dos outros. Já a individualidade, por sua vez, está ancorada na autoconfiança, na determinação, na capacidade de escolha, e na vontade de contribuir com seus dons e talentos individuais para que o resultado de todos os que estão à sua volta seja cada vez melhor.

    A igreja cumprirá o seu papel e sua missão, atingirá seu máximo potencial de entrega, estabelecerá um clima de respeito e colaboração, perceberá que juntos são muito mais fortes do que separados e, consequentemente, entregará os melhores resultados, quando seus membros estiverem dispostos a colocar seus dons, talentos, habilidades, inteligência, conhecimento e atitudes, enfim, sua individualidade, a serviço do bem estar coletivo, afinal, como um de nós pode estar feliz se os outros estiverem tristes?

     Devemos amar o próximo como somos amados por Deus. UBUNTU PARA VOCÊ e tenha uma boa semana!

Mensagens dos Pastores

“Alegrai-vos sempre no Senhor; outra vez digo: alegrai-vos.” - Filipenses 4,4

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“Está alguém entre vós sofrendo? Faça oração. Está alguém alegre? Cante louvores.” - Tiago 5,13
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